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Aqui você encontra um conteúdo completo e atualizado sobre os principais temas relacionados a Saúde e bem estar, novidades em medicina e principais serviços oferecidos. De forma clara e fácil compreensão, você tem acesso a inúmeros materiais que contam com a assessoria técnica dos médicos que compõem o Hospital Esperança.

  • ASMA

    A asma ou Bronquite asmática é uma doença inflamatória crônica dos brônquios na qual várias células e elementos celulares estão envolvidos. Em consequência dessa inflamação, ocorre uma resposta exagerada dos brônquios levando a diminuição do seu calibre e aos sintomas da doença que são: tosse, catarro, pigarro, coceira na garganta, chiado, aperto no peito e falta de ar.

    COMO SE ADQUIRE A ASMA?
    A asma é uma doença que acontece devido a vários fatores. O mais conhecido e aceito é o fator genético, ou seja, a pessoa nasce com tendência a ter essa doença. Não existe uma idade para iniciar os sintomas, podendo aparecer desde os primeiros meses de vida até após os 50 anos.

    Outros fatores que precipitam a asma são:
    • Exposição domiciliar a poeiras, animais, mofo, produtos de limpeza, poluição.
    • Exposição no trabalho (padeiros, pedreiros,cabeleleiro, etc.)
    • Fumo, gestação, emoções, obesidade.

    Como identificar uma pessoa com asma?

    Havendo suspeita de asma, a melhor forma de diagnosticá-la é indo ao médico e fazendo exames como o de função pulmonar, a broncoprovocação e os testes alérgicos.

    EXISTE CURA?
    Quando a doença se inicia na infância, existe cerca de 50% de chance que ela apresente cura. No restante dos casos, não existe cura, mas o tratamento leva ao controle da inflamação e dos sintomas.

    QUAIS SÃO OS TRATAMENTOS PARA ESSA DOENÇA?
    Se o paciente apresenta pelo menos 1 vez por mês algum sintoma respiratório, é necessário iniciar o tratamento com corticóide inalatório para diminuir a inflamação brônquica. O corticóide inalado pelos dispositivos (“bombinhas”) diminui os sintomas, as crises e até melhora a resposta ao tratamento de alívio. O tratamento de alívio não diminui a inflamação, mas dilata o brônquio que estava fechado rapidamente e retira o paciente da urgência. As medicações usadas como de alívio mais conhecidas são o Beretec e Atrovent.
    O mais importante é conhecer que os dispositivos (bombinhas) não viciam e na dose certa não prejudicam o coração.

    A inalação e a nebulização são outras formas de aplicação desse tratamento.

    Como deve ser o dia-a-dia de uma pessoa com asma?

    Uma pessoa com asma deve usar corretamente as medicações, se alimentar saudavelmente, praticar atividades físicas e manter hábitos saudáveis. Desta forma pode ter uma vida normal. E em caso de dúvidas, procurar sempre o médico.

  • AVC - ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

    Popularmente conhecido como “derrame cerebral”, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou Acidente Vascular Encefálico (AVE) é caracterizado pela perda rápida da função neurológica em decorrência do entupimento (isquemia) ou rompimento (hemorragia) de vasos sanguíneos cerebrais.

    O AVC é uma doença de início súbito na qual o paciente pode apresentar paralisação ou dificuldade de movimentação dos membros de um mesmo lado do corpo, dificuldade na fala ou articulação das palavras e déficit súbito de uma parte do campo visual, podendo ainda evoluir com coma e outros sinais.

    Como primeiros sintomas deve-se estar atento a perda da sensibilidade, dificuldades na visão, linguagem e fala, fraqueza e convulsões. Sendo o AVC uma emergência médica que pode evoluir com sequelas ou óbito, a chegada rápida ao hospital é fundamental para o controle e tratamento da doença.

    Da mesma forma prevenir o AVC evitando o tabagismo e controlando a pressão alta, diabetes e colesterol, bem como o uso de determinadas drogas (anticoagulantes), contribuem para a diminuição da incidência de acidentes vasculares cerebrais.

    A equipe de Neurologia e Neurocirurgia do Hospital Esperança possui um nível de qualificação excelente, com a maioria dos profissionais com pós-graduação em nível de Mestrado ou Doutorado. Desde 2010, o Esperança faz parte da Rede Brasil AVC, em que existe a total preocupação em oferecer tratamentos de acordo com as diretrizes nacionais e internacionais de segurança. Todos os protocolos são bem definidos e os diagnósticos são apoiados por exames de neuroradiologia, disponíveis no Hospital 24 horas por dia.

    Na fase aguda dos casos de isquemia cerebral é realizado uma moderna técnica  com a administração de  tratamento com rt-PA, que tem como objetivo dissolver o trombo que obstrui  as artérias da circulação cerebral. Este tratamento significa um grande avanço nas possibilidades de recuperação ou diminuição das sequelas neurológicas. Dentre as abordagens de tratamento neurocirúrgico, o Hospital Esperança tem experiência em craniectomia descompressiva para tratamento de hipertensão intracraniana refratária. Nas hemorragias intracranianas (AVCH) causadas por roturas de aneurismas , além da abordagem  neurocirúrgica, contamos com o apoio da Neuroradiologia Intervencionista, oferecendo embolização destas  malformações para casos específicos.

    Ainda, durante a fase aguda do AVC, é feito um monitoramento em ambiente de UTI, visando o controle das doenças associadas e contribuindo para uma melhor recuperação funcional do paciente.

  • CÂNCER COLO-RETAL

    O câncer colo-retal abrange tumores que atingem o cólon (intestino grosso) e o reto. Tanto homens como mulheres são igualmente afetados, sendo uma doença tratável e freqüentemente curável quando localizada no intestino (sem extensão para outros órgãos).

    As estimativas de incidência de Câncer no Brasil apontam o câncer colo-retal como o 3° tumor mais freqüente entre os homens (próstata e pulmão precedem) e também o 3° entre as mulheres (mama e colo do útero precedem), excetuando os tumores de pele.

    A maior incidência de casos ocorre na faixa etária entre 50 e 70 anos, mas as possibilidades de desenvolvimento já aumentam a partir dos 40 anos.

    Geralmente inicia através de pólipos, lesões benignas que se desenvolvem na mucosa do intestino grosso. Normalmente, não apresentam sintomas e só são descobertos quando é realizado exame de colonoscopia ou RX do intestino, chamado de enema opaco. Quando um pólipo é retirado do intestino durante exame de colonoscopia, não existe mais risco de transformação maligna.

    FATORES DE RISCO

    - Idade acima de 50 anos.
    - Histórico familiar de câncer de cólon e reto.
    - Histórico pessoal pregressa de câncer de ovário, endométrio ou mama.
    - Dieta com alto conteúdo de gordura, carne e baixo teor de cálcio.
    - Obesidade e sedentarismo.

    Também são fatores de risco doenças inflamatórios do cólon como retocolite ulcerativa crônica e Doença de Cronh; algumas condições hereditárias (Polipose Adenomatosa Familiar (FAP) e Câncer Colorretal Hereditário sem Polipose (HNPCC).

    SINAIS DE ALERTA

    - Indivíduos acima de 50 anos, com anemia de origem indeterminada e que apresentam a suspeita de perda crônica de sangue no hemograma.
    - Dor, desconforto abdominal ou massa abdominal.
    - Melena (fezes pretas), sangramento anal, sangue nas fezes.
    - Alteração do hábito intestinal, com períodos de constipação e diarréia.
    - Náuseas, vômitos, fraqueza, tenesmo ou puxos (vontade freqüente de ir ao banheiro, com sensação de evacuação incompleta), sensação de gases ou distensão e perda de peso sem causa aparente.
    - Qualquer destes sintomas deverá ser relatado ao médico para investigação diagnóstica, lembrando-se que estes sintomas também podem ocorrer em doenças benignas.

    DIAGNÓSTICO PRECOCE E PREVENÇÃO

    O mais importante é fazer exames periódicos que mostram a presença de lesões precursoras de câncer ou identificam a enfermidade em estágio inicial, quando as possibilidades de cura giram em torno de 90%.

    Nos estágios iniciais, o câncer colo-retal costuma ser assintomático. Para o diagnóstico precoce, recomenda-se a colonoscopia aos 50 anos. Caso exista algum pólipo, ele deve ser analisado. Não sendo maligno, repetir o exame a cada três anos.

    Uma dieta rica em frutas, vegetais, fibras, cálcio, folato e pobre em gorduras animais é considerada uma medida preventiva. A ingestão excessiva e prolongada de bebidas alcoólicas deve ser evitada. É indicada uma dieta saudável e a prática de exercícios físicos.

    TRATAMENTO

    A cirurgia é o seu tratamento primário, retirando a parte do intestino afetada e os linfonodos próximos a esta região. Muitos tumores do reto são tratados com cirurgias que preservam o esfíncter anal, através da utilização dos grampeadores, evitando- assim as colostomias.

    Após o tratamento cirúrgico, podem ser tratados com quimioterapia ou radioterapia. Ou, então, essas modalidades terapêuticas podem ser combinadas. O médico decidirá o tratamento de acordo com a localização do tumor, seu estágio e com as condições do paciente.

    O Centro de Oncologia do Hospital Esperança, localizado no G3 próximo à passarela do HOPE, faz tratamento do câncer de colo-retal. Dispõe de quimioterápicos de última geração e medicações-alvo modernas, além de equipe multiprofissional especializada não só na prevenção como no tratamento da doença em todas as suas fases.
     

  • CÂNCER DE MAMA

    O câncer de mama é provavelmente o mais temido pelas mulheres devido à sua alta freqüência e, sobretudo pelos seus efeitos psicológicos, que afetam a percepção de sexualidade e a própria imagem pessoal.

    Ele é relativamente raro antes dos 35 anos de idade, mas acima desta faixa etária sua incidência cresce progressivamente. É importante lembrar que 1% dos tumores de mama acomete homens, por isso eles devem procurar auxílio quando perceberem alguma alteração.

    Estima-se que uma em cada 20 mulheres pode desenvolver a doença. Quando é detectado no inicio, este tipo de câncer é altamente curável e muitas vezes com tratamentos que permitem um resultado estético final muito satisfatório.

    SINTOMAS

    - Nódulo ou massa mamária: é a principal queixa que leva as mulheres ao médico. Entretanto, 90% são causadas por alterações benignas.
    - Massas de consistência de borracha e macias estão geralmente relacionadas com fibroadenomas em mulheres entre 20 e 30 anos e cistos em mulheres entre 30 e 40 anos, ambas alterações benignas.
    - Nódulos malignos são geralmente solitários, discretos, duros, sem aumento de sensibilidade local, em uma única mama, podendo em alguns casos estar aderido à pele ou parede muscular localizada debaixo da mama.
    - Dor mamária: também chamada de mastalgia, é raramente associada com câncer de mama e está geralmente relacionada com alterações benignas pré-menopausa ou em mulheres na pós-menopausa recebendo reposição estrogênica.
    - Eritema (vermelhidão da mama), edema (inchaço da mama), retração da pele ou do mamilo estão comumente associados com câncer de mama.
    - Secreção do mamilo: é considerada suspeita principalmente quando acompanhada de uma massa, vem de um único ducto, é espontânea e sanguinolenta. Na suspeita, faz-se mamografia e ductograma. Secreção verde ou preta e que vem de mais de um ducto habitualmente não é suspeito para neoplasia.

    FATORES DE RISCO

    Vários fatores de risco estão associados ao desenvolvimento de tumores de mama, mas é muito importante ressaltar que muitos casos ocorrem sem nenhum fator de risco identificável.

    - Idade: maior que 50 anos.
    - Genética: somente 8% de todos os tumores de mama são considerados hereditários. A metade desses é devida a mutações em dois genes – BRCA1 e BRCA2. Ocorrem mais em mulheres antes da menopausa.
    - Biópsia prévia com hiperplasia atípica: essa alteração apesar de ser benigna, tem uma maior tendência para evoluir para câncer de mama.
    - Passado de câncer de mama já tratado.
    - Dieta: parece haver uma relação entre dieta rica em gorduras e tumor de mama, mas ainda não há comprovação certa.
    - História familiar: é um importante fator de risco para o câncer de mama, especialmente se um ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) foram acometidas antes dos 50 anos de idade. Entretanto, o câncer de mama de caráter familiar ocorre em aproximadamente 10% do total de casos.

    - A menarca precoce (idade da primeira menstruação), a menopausa tardia (após os 50 anos de idade), a ocorrência da primeira gravidez após os 30 anos e a nuliparidade (não ter tido filhos), também são fatores de risco.

    DETECÇÃO PRECOCE

    O Exame Clínico das Mamas

    O exame clínico, quando realizado por um médico ou enfermeiro treinado, é capaz de detectar tumores superficiais de pequeno volume (1cm). Ele deve ser realizado anualmente após os 30 anos.

    O Auto-exame das Mamas
    O auto-exame das mamas visa estimular o cuidado da mulher consigo mesma e deve ser realizado regularmente no período entre os exames clínicos das mamas, após os 30 anos. A melhor época é uma semana após a menstruação.

    Para as mulheres que não menstruam o auto-exame deve ser feito em um mesmo dia de cada mês à sua livre escolha, como por exemplo, todo dia 15.

    Em pé, a mulher deve observar a superfície e o contorno das mamas, bem como o aspecto do mamilo. Depois deve levantar os braços e continuar a observação das mamas. Eventuais assimetrias, abaulamentos, retrações ou lesões no mamilo precisam ser esclarecidas pelo médico.
    Deitada, ao detectar pequenos nódulos, estes também precisam ser esclarecidos.
    Achar alguma alteração pode causar medo, mas a maioria delas é benigna. Muitas mulheres têm os seios doloridos e inchados durante a menstruação. Nesse caso, espere alguns dias após a mesma para que o inchaço desapareça.

    Mamografia

    A mamografia de rastreamento é o exame apropriado para as mulheres assintomáticas e tem sua maior importância na faixa etária de 40 a 75 anos.
    A mamografia diagnóstica é realizada naquelas mulheres com sinais e/ou sintomas presentes.

    A importância deste exame (rastreamento) reside no fato de o câncer de mama ter uma mortalidade muito menor quando descoberto precocemente.
    Permite o reconhecimento de alterações a partir de 1 mm de diâmetro, identificando pequenos nódulos ou microcalcificações agrupadas. Recomenda-se este exame após os 40 anos.

    IDENTIFICAÇÃO DE MULHERES DE ALTO RISCO

    As mulheres que tem mãe ou filhas com câncer de mama ou que tiveram diagnóstico de lesões pré-malignas, como proliferativas atípicas ou neoplasia ductal ou lobular in situ, podem ser consideradas de risco elevado para neoplasia de mama.

    Para este grupo recomenda-se:
    - Controle de peso;
    - Ingestão de dieta rica em frutas e fibras;
    - Exercícios físicos;
    - Evitar uso de hormônios, como terapia de reposição hormonal;
    - Mamografia anual rigorosa.

    O Centro de Oncologia do Hospital Esperança, localizado no G3 próximo a passarela do HOPE, é composto por profissionais altamente qualificados, que aliam um atendimento ágil e humanizado, com o objetivo de prevenir, diagnosticar e tratar, com a maior eficiência, as neoplasias de mama.
     

  • CÂNCER DE PELE

    A pele é o maior órgão do corpo humano e funciona como barreira protegendo o corpo contra o calor, a luz e as infecções, além de regular a temperatura do corpo, reserva de água, vitamina D e gordura.

     A neoplasia maligna da pele é a mais freqüente entre todos os tipos de cânceres, correspondendo cerca de 25% dos casos, e divide-se em dois tipos não-melanoma e melanoma.

    Sua incidência em 2008, segundo o instituto nacional do câncer, foi de 5890 casos em Pernambuco, dos quais 870 só em Recife, sendo a grande maioria não-melanoma que, quando detectado precocemente, apresenta alto percentual de cura.

    As principais vítimas desse tipo de câncer são indivíduos a partir dos 40 anos de idade, com pele clara e sensível à ação dos raios solares, ou com doenças cutâneas prévias. É menos comum em crianças e negros.

    Está bastante relacionada a fatores de risco: como exposição química ao arsênico, processo irritativo crônico e principalmente a exposição aos raios ultravioletas do sol. Portanto, pessoas que vivem em regiões tropicais estão mais expostas, principalmente com o aquecimento global ocorrido nos últimos anos.

    SINAIS DE ALERTA

    Em caso de algum desses sintomas serem observados, um dermatologista deve ser procurado o mais rápido possível.

    - Feridas de pele com grande dificuldade de cicatrização.
    - Variação na cor dos sinais.
    - Manchas que coçam, ardem, descamam ou sangram.

    PREVENÇÃO

    - A melhor forma de prevenção é evitar a exposição solar entre as 10h e 16h.
    - Use protetor solar em todas as regiões que serão expostas ao sol, cerca de 20 minutos antes, e reaplique a cada 2 horas.
    - Use protetor solar mesmo que esteja na sombra, pois água, areia e concreto refletem a luz solar.
    - Use chapéus e barracas grossas, que bloqueiem ao máximo a passagem do sol. Mesmo assim use o filtro solar.
    - A grande maioria dos cânceres de pele localiza-se na face, proteja-a sempre. Não se esqueça de proteger os lábios e orelhas, locais comumente afetados pela doença.

    Divirta-se, aproveite o sol, mas proteja-se. Visite seu dermatologista regularmente.
     

  • CÂNCER DE PRÓSTATA

    A próstata é uma glândula que tem o tamanho de uma noz e se localiza abaixo da bexiga, envolvendo a uretra masculina. A principal função da próstata é produzir a secreção prostática que compõe uma parte do sêmen, servindo de alimento e transporte para os espermatozóides.
    O câncer de próstata representa a quarta causa de morte por câncer no Brasil. Além disso, a taxa de mortalidade por essa doença vem aumentando nos últimos anos. Mas, o mais importante, é que se a doença for diagnosticada precocemente, o paciente tem alta chance de cura.

    FATORES DE RISCO

    - Homens com idade superior a 50 anos.
    - Histórico familiar: história de pai ou irmão com câncer de próstata, principalmente em idade inferior a 60 anos.
    - Dieta: ainda não está totalmente definido o papel da dieta, mas acredita-se que o alto consumo de calorias, de carne vermelha, gorduras e leite aumente o risco desse câncer. Por outro lado, o consumo de frutas, vegetais ricos em carotenos (tomate, cenoura) e leguminosas (feijão, soja, ervilha) seria um fator de proteção contra o câncer.
    - Consumo excessivo de álcool.
    - Tabagismo.

    SINTOMAS

    O conjunto de sintomas associados às doenças da próstata é denominado de prostatismo. Os mais comuns são: atraso para começar a urinar, ou seja, o paciente tem o desejo de urinar, mas o jato demora a sair, esforço para terminar de urinar, aumento do tempo necessário para urinar, jato miccional entrecortado, ou seja, em pequenos jatos com intervalos de tempo entre eles.

    Porém, devemos lembrar que esses sintomas podem ser causados por qualquer doença da próstata e não significa, necessariamente, câncer. Por isso, é muito importante a visita ao seu urologista tão logo surjam os sintomas. Esta é a melhor forma para se chegar ao diagnóstico precoce do câncer da próstata.


    DIAGNÓSTICO PRECOCE

    O exame clínico (toque retal) e a dosagem do antígeno prostático específico (PSA, sigla em inglês), podem sugerir a existência da doença e indicarem a realização de ultra-sonografia pélvica (ou prostática transretal, se disponível).

    Quando utilizados em conjunto, esses dois exames (PSA e toque retal) conseguem detectar os pacientes com câncer em mais de 90% das vezes, um resultado muito superior ao uso isolado de cada um.

    Assim, vemos que os dois exames são importantes e que em nenhum caso o PSA substitui o toque retal. Porém, eles não são confirmatórios e, caso estejam alterados, o paciente é encaminhado para a realização da biópsia.

    PREVENÇÃO

    Recomenda-se que o rastreamento do câncer de próstata deva ser realizado anualmente, com toque retal e dosagem de PSA, nos homens com idade a partir de 50 anos e com expectativa de vida de pelo menos 10 anos.

    Já nos homens com maior risco de desenvolvimento da doença, como os que possuem os fatores de risco descritos acima (principalmente a história de doença em parente de primeiro grau), o início do rastreamento deve ser aos 45 anos.

    Na presença destas alterações, o médico urologista deve ser procurado para que se inicie o mais rápido possível a investigação. Devemos lembrar, porém, que o câncer de próstata costuma ser totalmente assintomático. Por isso, é de extrema importância o exame preventivo, que permite o diagnóstico precoce.

    O Centro de Oncologia do Hospital Esperança, localizado no G3 próximo à passarela do HOPE, faz tratamento do câncer de próstata. Dispõe de quimioterápicos de última geração e medicações-alvo modernas, além de equipe multiprofissional especializada não só na prevenção como no tratamento da doença em todas as suas fases.
     

  • CÂNCER DE PULMÃO

    O câncer de pulmão é o segundo mais comum entre os homens, após câncer de pele. E o terceiro mais comum entre as mulheres, após câncer de pele e câncer de mama. No mundo, é a maior causa de mortalidade por câncer nos dois sexos, sendo que em 90% dos casos diagnosticados, está associado ao consumo de derivados de tabaco.

    TIPOS DE CÂNCER DE PULMÃO

    Existem, basicamente, dois tipos de câncer de pulmão, dependendo de como as células aparecem ao exame no microscópio: não pequenas células e pequenas células.

    Os cânceres não pequenas células representam 80 a 85% de todos os casos. Esses incluem o adenocarcinoma, o carcinoma de células escamosas (epidermóide) e o carcinoma de grandes células.

    Já os cânceres de pequenas células são responsáveis por 15 a 20% dos casos de câncer de pulmão. Eles se disseminam muito rapidamente nos pulmões e para outros órgãos.

    SINTOMAS

    Os sintomas mais comuns do câncer de pulmão são a tosse e o sangramento pela via respiratória. Nos fumantes, o ritmo habitual da tosse é alterado e aparecem crises em horários incomuns para o paciente. Além disso, uma pneumonia de repetição pode, também, ser a apresentação inicial da doença.

    Às vezes, as pessoas afetadas sentem mal-estar ou cansaço e apresentam perda de peso ou diminuição do apetite. Os sintomas podem ser devido à doença no pulmão, sua disseminação para os gânglios no tórax ou para outros órgãos como o cérebro, fígado, glândulas adrenais (uma de cada lado, logo acima de cada rim) ou ossos.

    DIAGNÓSTICO

    A maneira mais fácil de diagnosticar o câncer de pulmão é através de um raio-X do tórax complementado por uma tomografia computadorizada. É fundamental obter um diagnóstico de certeza, seja pela citologia ou patologia que pode ser obtida pela broncoscopia (endoscopia da árvore brônquica) ou guiada pela tomografia.

    Uma vez obtida a confirmação da doença é realizado o estadiamento que avalia o estágio de evolução, ou seja, verifica se a doença está restrita ao pulmão ou disseminada por outros órgãos. O estadiamento é feito através de vários exames de sangue e radiológicos.

    TRATAMENTO

    Os tumores malignos do pulmão podem ser tratados com cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. Ou, então, essas modalidades terapêuticas podem ser combinadas.
    O médico decidirá o tratamento de acordo com o tipo celular do tumor, seu estágio e com as condições do paciente.

    FATORES DE RISCO

    O tabagismo é o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pulmão.

    Mas também pode ser causado por elementos químicos encontrados em alguns ambientes de trabalho como arsênico, asbesto, berílio, radônio, níquel, cromo, cádmio e cloreto de vinila.

    Outros fatores relacionados a este tumor são os dietéticos (baixo consumo de frutas e verduras), genéticos e a doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica). Às vezes, essa doença se desenvolve em indivíduos que nunca fumaram e a causa é desconhecida.

    O risco de morte por câncer de pulmão é 22 vezes maior entre os fumantes do que entre os não fumantes.

    PREVENÇÃO

    A mais importante e eficaz prevenção do câncer de pulmão é o combate ao tabagismo. A ação permite a redução do número de casos e de mortalidade.

    O Centro de Oncologia do Hospital Esperança, localizado no G3 próximo à passarela do HOPE, faz tratamento do câncer de pulmão. Dispõe de quimioterápicos de última geração e medicações-alvo modernas, além de equipe multiprofissional especializada não só na prevenção como no tratamento da doença em todas as
     

  • CÂNCER DO COLO DO ÚTERO

    O câncer de colo de útero se inicia no colo uterino da mulher, que é a parte do útero que fica no fundo da vagina.

    É o segundo câncer mais comum em mulheres no Brasil. Este tipo de câncer costuma apresentar crescimento lento. Durante vários anos, células da superfície do colo do útero se tornam anormais.

    No início, estas anormalidades ainda não se caracterizam como um câncer e são denominadas displasias. Porém algumas dessas alterações ou displasias podem dar início a uma série de alterações e levar ao aparecimento do câncer de colo de útero.


    FATORES DE RISCO

    O fator de risco mais importante é a infecção pelo papilomavírus humano, o HPV. O HPV é um vírus extremamente comum, do qual existem mais de 80 subtipos. Alguns deles são transmitidos sexualmente (por contato sexual com parceiro portador desse vírus). Desses, alguns estão associados ao câncer de colo uterino. Mais freqüentemente, os subtipos 16 e 18 estão associados a esse tipo de tumor.

    O risco de adquirir HPV aumenta quando:

    - Inicia-se atividade sexual muito jovem;
    - A mulher tem muitos parceiros (ou tem relações com um homem que teve muitas parceiras);
    - A mulher que tem relações sexuais com homem com verrugas no pênis ou outra doença sexualmente transmissível também apresenta maiores chances de desenvolver câncer de colo uterino;
    - A infecção por HIV (o vírus da AIDS) também constitui um fator de risco. Uma mulher HIV positiva possui um sistema imunológico menos capaz de lutar para eliminar cânceres iniciais;
    - Mulheres fumantes têm duas vezes mais chance de câncer de colo do que as não-fumantes;
    - Também são fatores de risco: higiene íntima inadequada e o uso prolongado de contraceptivos orais.

    SINAIS DE ALERTA

    Qualquer destes sintomas deve ser relatado ao médico ginecologista.

    - Pequenos sangramentos fora do período menstrual.
    - Menstruação mais longa e volumosa que o usual.
    - Sangramento após relação sexual ou ducha vaginal ou exame vaginal.
    - Dor durante a relação.
    - Sangramento após a menopausa.
    - Aumento da secreção vaginal.

    PREVENÇÃO E DIAGNÓSTICO PRECOCE

    A prevenção primária do câncer do colo do útero pode ser realizada através do uso de preservativos durante a relação sexual. O sexo seguro é uma das formas de evitar o contágio pelo HPV, vírus que tem um papel importante no desenvolvimento de lesões precursoras e do câncer.

    A principal estratégia utilizada para detecção precoce da lesão precursora e diagnóstico precoce do câncer (prevenção secundária) no Brasil é através da realização do exame preventivo do câncer do colo do útero (conhecido popularmente como exame de Papanicolau), pois quando detectado precocemente, a chance de cura do câncer de colo uterino é próxima a 100%.

    Toda mulher deve fazer o exame de Papanicolau a partir da primeira relação sexual ou após os 18 anos. Este exame deve ser feito anualmente ou, com menor freqüência, a critério do médico.

    A partir dos 65 anos, as mulheres que tiveram exames normais nos últimos 10 anos devem conversar com seu médico sobre a possibilidade de parar de realizar o exame regularmente.

    O exame preventivo do câncer do colo do útero (exame de Papanicolau) consiste na coleta de material citológico do colo do útero, sendo coletada uma amostra da parte externa (ectocérvice) e outra da parte interna (endocérvice). Para a coleta do material, é introduzido um espéculo vaginal e procede-se à escamação ou esfoliação da superfície externa e interna do colo através de uma espátula de madeira e de uma escovinha endocervical.

    A fim de garantir a eficácia dos resultados, a mulher deve evitar relações sexuais, uso de duchas ou medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais nas 48 horas anteriores ao exame. Além disto, o exame não deve ser feito no período menstrual, pois a presença de sangue pode alterar o resultado.

    Se o exame acusou:

    - Negativo para câncer: se esse for o primeiro resultado negativo é necessário fazer novo exame preventivo dentro de um ano. Se já houver um resultado negativo no ano anterior, o exame preventivo será feito após três anos;
    - Alteração (NIC I): repetir o exame após seis meses;
    - Outras alterações (NIC II e NIC III): o médico deverá decidir a melhor conduta. Será necessário fazer novos exames, como a colposcopia;
    - Infecção pelo HPV: o exame deverá ser repetido após seis meses;
    - Amostra insatisfatória: a quantidade de material não deu para fazer o exame. Repetir o exame
    logo que for possível.

    Recentemente foi liberada uma vacina para o HPV. É importante enfatizar que esta vacina não protege contra todos os subtipos do HPV. Sendo assim, o exame preventivo deve continuar a ser feito mesmo em mulheres vacinadas.

    TRATAMENTO

    Caso o exame de Papanicolau suspeite da presença de células cancerosas deve ser realizada a biópsia. Se a biópsia confirma câncer de colo uterino, a paciente pode ser encaminhada para um especialista para tratamento.

    O especialista poderá pedir e fazer exames adicionais para avaliar se o câncer está além do colo de útero e orientar o melhor tratamento para cada caso. Dentre as opções de tratamento estão a cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia.

    O Centro de Oncologia do Hospital Esperança, localizado no G3 próximo à passarela do HOPE, faz tratamento do câncer do colo do útero. Dispõe de quimioterápicos de última geração e medicações-alvo modernas, além de equipe multiprofissional especializada não só na prevenção como no tratamento da doença em todas as suas fases.
     

  • COLESTEROL

    O Colesterol é um tipo de gordura que está presente naturalmente no corpo humano. Porém, se o colesterol estiver muito alto, ele pode causar danos às paredes dos vasos sanguíneos arteriais, determinando uma doença chamada de arteriosclerose.

    O que é colesterol?
    O colesterol é um tipo de lipídeo (ou gordura) que o organismo usa para produzir hormônios, vitamina D e substâncias que auxiliam na digestão.

    O corpo humano fabrica todo o colesterol de que precisa. Essa tarefa é desempenhada pelo fígado. O colesterol que é ingerido através de alguns alimentos (como ovos, carnes e derivados do leite) é considerado como fonte extra e, quando o colesterol está bem elevado, ele pode trazer sérias conseqüências para a saúde. 
     
    Colesterol alto e doenças
    O excesso de colesterol pode se acumular nas paredes dos vasos arteriais (as artérias são vasos sanguíneos que levam o sangue do coração para todo o corpo). A deposição de colesterol (gordura) nas paredes dos vasos arteriais pode levar a um estreitamento e endurecimento destes vasos, doença esta chamada de arteriosclerose. Grandes acúmulos de gordura, em forma de placas, podem ocasionar uma obstrução completa de uma artéria, ocasionando lesões a um determinado órgão.

    Se uma artéria que irriga o músculo cardíaco é obstruída (ex: artéria coronária), pode ocorrer um infarto agudo do miocárdio (ou infarto do coração). Se uma artéria que irriga o cérebro é obstruída (ex: artérias carótidas ou cerebrais), pode ocorrer um derrame cerebral.

    Com que periodicidade devem ser feitos os exames?
    Os pacientes que tem níveis de Colesterol altos e que recebem tratamentos através de dietas, exercícios e/ou medicamentos devem ter as dosagens realizadas a cada três meses durante o primeiro ano e, em seguida, o controle pode ser semestral. Para a avaliação preventiva, recomenda-se a dosagem anual.

    Tipos de colesterol
    Os dois tipos principais de colesterol são o HDL e o LDL. Há também o VLDL, que não tem muita importância clínica.

    O HDL, também conhecido como “bom colesterol”, é uma lipoproteína de alta densidade. O "bom colesterol" (HDL) remove as gorduras dos vasos sanguíneos arteriais, deixando as paredes desses vasos bem limpas e flexíveis.

    O LDL, também chamado de “mau colesterol”, é uma lipoproteína de baixa densidade. O "mau colesterol" (LDL) deposita gordura nos vasos sanguíneos arteriais, deixando as paredes desses vasos estreitas e endurecidas (arteriosclerose).

    Note que a saúde dos vasos sanguíneos arteriais depende da relação de trabalho entre o HDL (bom colesterol) e o LDL (mau colesterol). Isto significa dizer que quanto mais alto for o HDL, melhor será a saúde dos vasos arteriais. Caso contrário, onde o LDL esteja alto, pior será a saúde dos vasos arteriais, podendo ocorrer arteriosclerose e até mesmo doenças cardiovasculares como o infarto do coração e o derrame cerebral.


    Tratamento do colesterol alto
    O principal objetivo do tratamento é baixar o nível do colesterol LDL (mau colesterol) para valores normais ou ideais. Fazendo isto, diminui-se o risco de ocorrência de doenças cardiovasculares (infarto do coração e derrame cerebral, por exemplo).

    Para baixar o colesterol e reduzir os fatores de risco cardiovasculares, há a necessidade de mudanças nos hábitos de vida, como:

    - Não fumar ou, para quem fuma, parar de fumar.
    - Praticar exercícios físicos regularmente.
    - Em caso de sobrepeso ou obesidade, uma redução de 3 a 5 kg de peso já pode ajudar a baixar os níveis do colesterol LDL.
    - Ter uma dieta rica em frutas, verduras, grãos integrais e peixes pode ajudar em muito a melhor controlar e baixar os níveis do colesterol LDL.
    - Evitar gorduras saturadas (frituras) e gorduras trans (margarinas e produtos que contenham gordura vegetal hidrogenada), pois podem aumentar os níveis de colesterol LDL.
    - Caso seja portador de hipertensão arterial ou diabetes, faça um acompanhamento e controle regular junto a um médico.
    - Em determinados casos, a depender dos níveis do LDL e da presença de fatores de risco ou doenças associadas, pode ser necessário o uso de medicações para baixar o colesterol, juntamente com a adoção das mudanças dos hábitos de vida listados acima. Para maiores informações sobre a necessidade do uso de medicamentos para baixar o colesterol, consulte um médico.

    Prevenção
    Todos precisam ter consciência da importância de medir e acompanhar regularmente os níveis de colesterol, visando prevenir a ocorrência de arteriosclerose e doenças cardiovasculares no futuro.

    A prevenção do colesterol alto e das doenças decorrentes estão baseadas em 03 pontos-chaves:

    - Rastreamente e diagnóstico precoce (através de exames de sangue);.
    - Vida ativa e prática de atividades físicas;
    - Escolha de alimentos saudáveis, principalmente relacionados as gorduras boas, ruins e trans.

  • CONJUNTIVITE

    Conjuntivite

    O que é?
    - Doença de alta transmissibilidade, causada por agentes infecciosos.
    Podem ser virais ou bacterianas.

    Como se dá o contágio?
    - O contágio se dá pelo contato direto com secreções oculares de uma pessoa infectada e de maneira indireta por meio de superfícies, instrumentos ou soluções contaminadas. Qualquer pessoa pode contrair a doença se tocar em objetos contaminados e depois levar os dedos aos olhos.

    Principais sintomas:
    - Aumento da quantidade de sangue circulante no globo ocular (olhos avermelhados);
    - Presença de secreção esbranquiçada;
    - Inchaço na região dos olhos (edema); 
    - Lacrimejamento excessivo; 
    - Coceira nos olhos ou sensação de “areia nos olhos”.

    CUIDADOS
    - Lavar as mãos e rosto com frequência e evitar colocá-las nos olhos ajuda a evitar a infecção.

    CUIDADOS QUE OS PACIENTES COM CONJUNTIVITE DEVEM TER:
    - Lavar as mãos e rosto frequentemente;
    - Usar lenços descartáveis;
    - Toalhas, maquiagem para os olhos, soluções oftálmicas e outros medicamentos conta-gotas devem ser de uso individual;
    - Troca diária e uso individual de fronhas e travesseiros;
    - Evitar frequentar locais aglomerados como: shopping center, cinema,
    supermercado, etc.

  • DIABETES

    O que é Diabetes Mellitus


    É uma síndrome decorrente da falta da insulina ou da
    incapacidade da insulina em exercer sua função.

    O que é Insulina?
    TIPO 1

    - Manifesta-se na infância, adolescência e no adulto jovem;

    - Acomete pessoas magras;

    - Necessita de insulina para seu controle.

    TIPO 2

    - É mais freqüente após os 30 anos embora possa ocorrer em qualquer época;

    - Acomete pessoas obesas;

    - Na maioria dos casos pode ser controlada com medicações orais e, em alguns casos, insulina.

    Cuidados e prevenção

    - Adote hábitos saudáveis como manter o peso adequado, praticar atividade física que lhe dê prazer, evitar o fumo e a ingestão de bebidas alcoólicas, adotar uma alimentação saudável e adequada para diabéticos e evitar/aliviar o stress;

    - Visite seu médico regularmente;

    - Mantenha seu tratamento medicamentoso conforme prescrição médica;

    - Visite um nutricionista para receber orientações de um planejamento alimentar individual;

    - Confira sua glicemia capilar (medida na ponta do dedo) conforme orientação do seu médico;

    - Siga corretamente seu tratamento para manter os níveis ideais de glicose no sangue.

    Em jejum: < 100mg/dl  |  Após alimentar-se: < 140mg/dl

    Esteja atento aos sinais e sintomas de HIPOGLICEMIA (glicose abaixo de 60 mg/dl no sangue):
    - Tremores, ansiedade, nervosismo, palpitações, suor intenso, palidez, frio, fome, náuseas, vômitos, desconforto abdominal, cansaço, fraqueza, sono, confusão, tontura, visão embaçada ou dupla, dificuldade de fala, etc.

    Como proceder diante de uma Hipoglicemia:
    - Confirmar a glicemia capilar, se possível, e ingerir um carboidrato assim que surgirem as primeiras manifestações citadas anteriormente;
     

    Deve-se ingerir 15g de carboidratos, como por exemplo:

    - 01 colher de sopa rasa de açúcar com água;

    - 150 ml de refrigerante regular (não dietético) ou suco;

    - 03 balas de caramelo.

    Tenha cuidado com os pés

    - Examine-o diariamente observando o aparecimento de calos, rachaduras, alterações de cor ou feridas;

    - Vista meias limpas de algodão SEM elásticos;

    - Calce sapatos confortáveis;

    - Nunca ande descalço, mesmo em casa;

    - Lave os pés com água morna e sabão neutro e seque-o bem, especialmente entre os dedos;

    - Corte as unhas de forma reta e não corrija unha encravada. Procure um especialista.

    Orientações Nutricionais
    Objetivo

    Controlar a glicemia, com a redução do consumo de açúcares, prevenir e tratar as complicações agudas do diabetes.

    Recomendações Gerais

    - Alimentar-se devagar e mastigar bem os alimentos;

    - Ingerir os alimentos em pequenas quantidades, fracionando as refeições de 4 a 6 vezes por dia, aproximadamente de 3 em 3 horas;

    - Evitar longos períodos de jejum;

    - Respeitar os horários estabelecidos para as refeições, e não deixar de realizar nenhuma;

    - Os melhores métodos de cocção são: assado, cozido e grelhados.

    - Consumir apenas um tipo de carboidrato por refeição, como: batata, arroz, macarrão/massas, mandioca ou pão;

    - Preferir alimentos ricos em fibras, principalmente cereais integrais, leguminosas, hortaliças e frutas com casca e/ou bagaço;

    - Não utilizar alimentos e preparações ricas em gorduras;

    - Substituir o açúcar por adoçantes à base de estévia;

    - Recomenda-se a redução de peso, em casos de obesidade e sobrepeso;

    - Praticar exercícios físicos regularmente, com orientação profissional;

    - Não ingerir bebidas alcoólicas;

    - Não fumar.

    Alimentos INDICADOS

    - Cereais como: farelo de trigo, aveia, farelo de aveia;

    - Alimentos integrais como: pães, torradas, biscoitos, arroz e cereal matinal (sem açúcar);

    - Verduras;

    - Legumes;

    - Frutas de 3 a 4 porções distribuídas ao longo do dia;

    - Sucos naturais sem açúcar;

    - Carne bovina magra, frango sem pele ou peixe (cozidos, assados, grelhados ou ensopados);

    - Leite desnatado e seus derivados, como: queijo minas sem sal, ricota, cottage, iogurtes (com moderação);

    - Leguminosas, como: feijão, soja, grão de bico, ervilha;

    - Temperos naturais como: alho, limão, cheiro-verde, orégano;

    - Substitua o consumo de produtos com açúcar simples por produtos dietéticos, como: adoçante, gelatina diet, barra de cereal diet, entre outros.

    Alimentos NÃO INDICADOS

    - Carnes processadas industrializadas, como: hamburguer, almôndegas, kibe;

    - Bacon, toucinho,

    - Peixes salgados como bacalhau;

    - Frios embutidos, como: salame, salsicha, apresuntado, linguiça, mortadela, presunto;

    - Frituras em imersão, como: empanados, preparações à milanesa e à dorê;

    - Creme de leite e Chantily;

    - Leite integral;

    - Salgadinhos em geral, como: batata chips e palha, massas prontas frescas e industrializadas;

    - Doces como: biscoitos doces (qualquer tipo), biscoitos recheados, chocolates, doces em pasta, doces em calda, geléias, sorvetes, balas, chicletes, mel, pães doces e pães recheados;

    - Massas folheadas e salgadas como: coxinha, risoles, kibe, pão de batata, pão de queijo e outros.

  • ESTRESSE

    O estresse é o estado psicofísico resultante de excessiva exposição a certos estímulos, caracterizado por tensão muscular, fadiga, cansaço, dores nas costas, dificuldade para dormir, dor de cabeça, perda de memória, dificuldade em resolver problemas, entre outros.

    O estresse pode ser considerado também como a soma de respostas físicas e mentais de uma incapacidade de distinguir entre o real e as experiências e expectativas pessoais. O estresse é uma resposta do organismo frente a um perigo, que prepara o corpo para fugir ou lutar.

    Todos atravessamos crises de stress e emoções fortes. A vida moderna frequentemente obriga-nos a encarar situações difíceis e ameaçadoras. Cada pessoa reage de modo diferente a essas situações – o que para uns é motivo de muito estresse para outros não é motivo para nenhuma alteração emocional. Entretanto, todos têm um limite de tolerância a partir do qual a saúde começa a ser prejudicada.

    Em situação de estresse, o corpo humano reage de diferentes formas. A ativação da glândula hipófise – localizada na região frontal do cérebro – libera hormônios que ativam as glândulas supra-renais – que, como o próprio nome indica, localizam-se na parte superior dos rins. Isso faz com que a substância cortisol seja produzida e liberada na corrente sanguínea. O excesso de cortisol leva a uma destruição das células de defesa (os glóbulos brancos) causando uma baixa na defesa imunológica do organismo, possibilitando assim a proliferação e desenvolvimento de doenças.

    Antes de tratarmos das estratégias de como diminuir o estresse, algumas considerações devem ser feitas: nenhum método isolado é infalível; uma combinação de vários métodos é geralmente mais efetiva. O que funciona para uma pessoa, não necessariamente funcionará para outra.

    O estresse pode ser tanto negativo como positivo. O estresse apropriado e controlado melhora o interesse e motiva o indivíduo, assim como a ausência total de estresse pode levar ao tédio e à depressão.

    Finalmente, um médico ou psicólogo deve ser procurado quando forem identificadas condições físicas e psicológicas associadas ao estresse, como sintomas cardíacos, dor significativa, ansiedade ou depressão.

    Tratamento do Estresse

    - Tente descobrir o que pode estar causando tensão e aborrecimento e tente contornar essas causas. Procure planejar os períodos e horários de modo a evitar correrias;

    - Faça uma atividade por vez e concentre-se nela. Quem se preocupa com muitas tarefas ao mesmo tempo não executa bem nenhuma delas;

    - Faça atividades físicas, mentais e recreativas e procure sempre equilibrar essas atividades;

    - Pratique exercícios físicos, se possível ao ar livre e em ambientes naturais;

    - Tenha uma dieta saudável. A saúde em geral e a resistência ao estresse podem melhorar com uma dieta rica em cereais integrais, vegetais e frutas. Procure também evitar o abuso de álcool, cafeína e cigarro;

    - Não se esqueça de ter uma boa relação com amigos e família;

    - Mantenha bons pensamentos, cultive bons propósitos e ideais;

    - Pratique a meditação. Relaxe, esvazie a mente de preocupações, respire lenta e profundamente;

    - Durma o suficiente para se sentir renovado;

    - Coma sem pressa, sinta bem o sabor da comida. Expulse pensamentos que o incomodam;

    - Seja positivo e exerça constantemente a paciência;

    - Absorva as crises de raiva com sabedoria;

    - Seja menos competitivo. Busque ser feliz e fazer o que gosta alheio às influências e julgamentos dos outros;

    - Encare os eventos cotidianos de uma maneira diferente. Mantenha um senso de humor durante as situações difíceis. O riso não somente ajuda a aliviar a tensão e manter as perspectivas, mas também tem um efeito físico que reduz os níveis do hormônio do estresse;

    - Lembre-se sempre: em uma situação de problema, não adianta se preocupar. Isto só traz sofrimento, depressão e nervosismo, além de não trazer a solução. Aprenda a controlar esses sentimentos e se tornará uma pessoa mais feliz e tranquila.
     

  • HIPERTENSÃO

    O que é Hipertensão?
    No adulto, é definida como uma pressão arterial acima de 140 / 90 mmHg, quando não está fazendo uso de medicação para pressão.

    O que é Pressão Arterial?
    É a força com a qual o coração bombeia o sangue através dos vasos. É determinada pelo volume de sangue que sai do coração e a resistência que ele encontra para circular no corpo.
    A hipertensão arterial é uma doença crônica. Quando não tratada e controlada pode levar a complicações no coração, no cérebro, nos rins, nos vasos e na visão.

    Cuidados e prevenção:
    - Adote em sua vida hábitos saudáveis como manter o peso adequado, praticar regularmente atividade física que lhe dê prazer, evitar o fumo e a ingestão de bebidas alcoólicas, adotar uma alimentação saudável e adequada para hipertensos e evitar ou aliviar o stress;
    - Visite seu médico regularmente;
    - Confira sua pressão arterial periodicamente;
    - Mantenha seu tratamento medicamentoso conforme prescrição médica;
    - Visite um nutricionista para receber orientações de um planejamento alimentar individual.

    Recomendações Gerais:
    - Alimentar-se devagar e mastigar bem os alimentos;
    Ingerir os alimentos em pequenas quantidades fracionando as refeições de 4 a 6 vezes por dia, aproximadamente de 3 em 3 horas;
    - Evitar longos períodos de jejum;
    - Respeitar os horários estabelecidos para as refeições e não deixar de fazer nenhuma;
    - Os melhores métodos de cocção são: assado, cozido e grelhado;
    - Ler os rótulos dos alimentos industrializados verificando a presença de sal/sódio;
    - Não utilizar alimentos e preparações ricas em gorduras;
    - Não utilizar adoçantes à base de ciclamato e sacarina pois contém sódio;
    - Recomenda-se a redução de peso, em casos de obesidade e sobrepeso;
    - Praticar exercícios físicos regularmente, com orientação profissional;
    - Não ingerir bebidas alcoólicas;
    - Não fumar.

    Alimentos INDICADOS
    - Cereais como: farelo de trigo, aveia, farelo de aveia;
    - Alimentos integrais como: pães, torradas, biscoitos (água/maisena), arroz;
    - Verduras, legumes, frutas e sucos naturais;
    - Carne bovina magra, frango sem pele ou peixe (cozidos, assados, grelhados ou ensopados);
    - Leite desnatado e seus derivados, como: queijo minas sem sal, ricota, iogurte;
    - Leguminosas, como: feijão, soja, grão de bico, ervilha;
    - Temperos naturais como: alho, cebola, limão, cheiro verde, orégano.

    Alimentos NÃO INDICADOS
    - Carnes gordurosas e salgadas como: carne seca ou defumada;
    - Carnes processadas industrializadas como: hambúrguer, almôndega, kibe;
    - Bacon, toucinho;
    - Frios embutidos como: salame, salsicha, apresuntado, linguiça, mortadela, presunto;
    - Frituras em imersão, como: empanados, preparações à milanesa e à dorê;
    - Molhos industrializados como: maionese, molho inglês, catchup, molho tártaro, mostarda, molho de soja (shoyu);
    - Alimentos enlatados como: ervilha, milho, molho de tomate;
    - Conservas como: azeitona, palmito, sardinha, atum;
    - Queijos com sal como: prato, parmesão, provolone, roquefort, cottage, requeijão;
    - Manteiga e Margarina com sal;
    - Biscoitos como  cream cracker, água e sal;
    - Salgadinhos em geral como: batata chips e palha, massas prontas frescas e industrializadas;
    - Temperos industrializados, como: caldo de carne, caldo de galinha;
    - Sopas industrializadas;
    - Bebidas como: chá mate e preto, café, refrigerantes em geral, bebidas esportivas, bebidas energéticas e sucos artificiais.

  • LAVE AS MÃOS. FAÇA SUA PARTE!

    Lavagem das mãos

    A prevenção da infecção hospitalar começa pelas mãos.
    Faça a sua parte!

    - Higienizar sempre as mãos antes e após contato com o paciente;
    - Não sentar na cama do paciente;
    - Não trazer flores e/ou alimentos para o hospital;
    - Não visitar pacientes se você estiver doente;
    - Limitar o número de pessoas no quarto do paciente;
    - Evitar visitas de crianças menores de 12 anos.

    Fatores que contribuem para a ocorrência de infecções hospitalares:
    - Defesas do paciente diminuídas;
    - Presença nos apartamentos de objetos, flores e alimentos trazidos pelos acompanhantes;
    - Roupas para uso dos pacientes trazidas de casa, não recentemente lavadas;
    - Higienização incorreta das mãos, não só dos profissionais de saúde, como também dos acompanhantes e visitantes.

    O que é feito pelo Hospital para que não ocorra infecção hospitalar:
    - Orientação sobre as rotinas do Hospital;
    - Treinamentos periódicos da equipe multidisciplinar e serviços de apoio;
    - Normatização do uso de substâncias químicas adequadas à limpeza e desinfecção das diversas áreas do hospital;
    - Investigação das causas das infecções;
    - Monitoramento e consultoria sobre o uso racional de antimicrobianos;
    - Vigilância epidemiológica das infecções e dos agravos à saúde.

    Uso de álcool gel
    O Hospital Esperança disponibiliza dispensadores de álcool gel em diversas áreas, visando facilitar a higienização das mãos de forma rápida e segura.

  • OSTEOPOROSE

    A osteoporose é uma doença causada pela diminuição da massa óssea. Com o avanço da idade, os ossos se tornam mais vulneráveis às fraturas por fragilidade que pode se manifestar através de um pequeno trauma ou mesmo na ausência dele.  Por esse motivo, a incidência da osteoporose é maior entre idosos e adultos com mais de 50 anos.

    A osteoporose é considerada uma “doença silenciosa” porque não apresenta sintomas de fácil identificação. Isso ocorre porque as transformações ósseas vão ocorrendo ao longo dos anos sem sinais evidentes em suas fases iniciais. Muitas pessoas podem não perceber sinais da doença até que ocorra a primeira fratura dolorosa.

    A queixa mais comum dos pacientes com osteoporose é a dor, geralmente nas costas, aguda ou intermitente, acentuada após as atividades habituais. A dor usualmente dura alguns dias ou semanas, e então pode desaparecer. Esses episódios recorrem, voltam em intervalos progressivamente menores, e a dor pode tornar-se crônica e persistente.

    Muitas pessoas confundem a osteoporose com a artrose, mas é importante saber que as doenças são diferentes. A artrose também causa limitações, mas acomete as articulações, diminuindo a mobilidade e causando dor. Ambas podem se manifestar em um mesmo paciente, aumentando ainda mais o risco de quedas e fraturas por fragilidade

    Formação óssea

    O organismo começa a fabricar osso desde o útero materno. Estima-se que 75 a 85% da massa óssea do ser humano seja adquirida até o final da adolescência. Existe, nessa fase da vida, uma maior formação do que destruição óssea. Os ossos se tornam maiores, mais pesados e mais densos. A formação continua sendo mais rápida que a destruição até os 30 a 35 anos, quando atingimos o nosso auge de massa óssea. Nessa fase, os ossos estão com a densidade e força óssea máximas. A partir dessa idade, a formação e a reabsorção óssea se equilibram e a densidade óssea se estabiliza.

    Nos primeiros anos após a menopausa, a perda óssea sofre um estímulo decorrente da diminuição dos níveis de hormônios e se inicia um desequilíbrio no processo de remodelação óssea, quando a remoção do tecido ósseo já existente é maior do que sua renovação. Em mulheres, esse somatório de eventos (idade e menopausa) explica o fato de que a incidência de fraturas osteoporóticas é maior do que em homens, considerando todos os grupos etários estudados.

    As células ósseas e suas funções

    O tecido ósseo é um tecido vivo, formado por dois tipos principais de células. Os osteoblastos, que são as células responsáveis pela formação de tecido ósseo novo, os osteoclastos, que são responsáveis pela destruição ou reabsorção óssea, e os osteócitos, que funcionam como mensageiros, permitindo a regulação entre a formação e a destruição óssea. Essas células trabalham todo o tempo em conjunto, havendo um ciclo natural e dinâmico de remoção do tecido ósseo já existente e reposição simultânea de tecido ósseo novo. Esse processo é também chamado de renovação ou remodelação óssea. Os ossos do esqueleto permanecem continuamente nesse processo, renovando cerca de 10% do tecido ósseo a todo momento.

    Diagnóstico

    A densitometria óssea, é atualmente a melhor técnica para medida da massa óssea, possibilitando a realização do diagnóstico da osteoporose e podendo identificar com elevada precisão as variações de ganho ou perda de massa óssea. Trata-se de um exame simples, seguro, indolor e que não requer nenhum preparo especial.

    Nos casos de detecção da osteoporose é importante que sejam adotadas medidas simples para se evitar quedas, tais como: retirar tapetes, disposição adequada de móveis e evitar o uso indiscriminado de tranquilizantes.

    Outro fator importante na terapia da osteoporose é a introdução de exercícios adequados e a exposição ao sol. Não se deve proibir o portador de osteoporose de andar, caminhar ou tomar sol pelo receio da fratura, mas sim adequar sua vida e reduzir seus riscos.

    Tratamento

    O uso de medicamentos e de um esquema terapêutico ideal para o tratamento deve ser individualizado, observando-se as características do paciente e as suas necessidades. Exercícios físicos e fisioterapias orientadas por profissionais, além de uma dieta rica em cálcio e a manutenção e/ou melhora da mobilidade também são indicados. O tratamento pode ser feito através de medicamentos hormonais. A exposição ao sol em horário adequado, ativa a vitamina D, importante para absorção do cálcio.

  • QUIMIOTERAPIA

    Após a leitura dessas instruções, você pode concluir como é importante a sua compreensão sobre os aspectos relacionados ao seu tratamento.
    É fundamental que você participe ativamente, buscando apoio e orientações com os profissionais que cuidam de você. Procure manter as atividades que você tinha antes como estudar e trabalhar. Se necessitar afastar-se do trabalho procure uma atividade que lhe dê prazer, mesmo que seja em casa.
    Passeie, namore, cuide das amizades; não se afaste das pessoas. Viaje e pratique esportes se tiver autorização médica. Levante-se, tome um banho, troque de roupa.
    Mantenha boa aparência. Cuide de você para você mesmo. Ame-se. Você é muito importante!
    Preserve a sua fé, sua confiança nos valores superiores da vida, não importando qual a corrente religiosa que você segue.
    Afetividade, alegria, esperança alimentam não só sua alma como também geram efeitos físicos positivos em seu sistema imunológico. Seu bem-estar irá contribuir muito no seu tratamento.
    Coloque sua família em contato com a equipe que o assiste. As incompreensões muitas vezes são causadas pela falta de informações.
    Lembre-se: todos estão interessados na sua recuperação. Trabalhando juntos, o resultado é maior e melhor.

    APRESENTAÇÃO

    Este descritivo tem o objetivo de oferecer a pacientes e familiares informações a respeito de fatores envolvidos no tratamento quimioterápico, ajudando-os a entender melhor esse tipo de terapêutica e a lidar com os possíveis efeitos colaterais, sempre tendo em vista o seu bem-estar.
    Procuramos abordar pontos importantes, contudo não temos a pretensão de conseguir atender a todos os seus questionamentos: é imprescindível que procure seu médico sempre que tiver alguma dúvida, a fim de que ele possa esclarecer melhor alguma questão.

    Como e quando contactar os médicos da Oncologia?

    - Náusea severa que não permita a ingestão de alimentos ou líquidos, ou mais de um episódio de vômito em 24 horas;
    - Mais do que três episódios de diarreia em 24 horas;
    - Situação de fraqueza severa de aparecimento abrupto;
    -  Fraqueza nas pernas ou dificuldade para andar de aparecimento súbito;
    -  Convulsões;
    -  Dor de aparecimento abrupto ou descontrolada;
    -  Febre acima de 37.8ºC ou calafrios;
    -  Falta de ar de início súbito.

    O centro de oncologia do hospital Esperança está aberto de segunda a sexta-feira, das 08:00h às 18:00h e você poderá contar com a ajuda de um médico ou enfermeira para esclarecer dúvidas ou solucionar problemas.

    O que é Quimioterapia?
    É um tratamento que utiliza medicamentos com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células tumorais. É geralmente administrado por via endovenosa, diretamente na veia ou diluído em soro. Pode também ser administrado por via oral. O tempo de infusão e intervalo de aplicação varia de acordo com a quimioterapia prescrita pelo seu médico.

    Onde é realizado o tratamento?
    Geralmente o tratamento quimioterápico é feito em regime ambulatorial, porém pode ser feita também em regime hospitalar (internado), dependendo do protocolo indicado pelo seu médico. As aplicações podem ser diárias, semanais, mensais ou a intervalos determinados pelo protocolo seguido, de acordo com a sua necessidade.
    Devido à toxicidade dos quimioterápicos, durante a quimioterapia é importante que você mantenha ao seu lado um acompanhante que poderá ser um familiar ou amigo próximo.

    Cuidados importantes que você deve ter quando estiver em sua residência:

    - Lave as mãos várias vezes ao dia para evitar infecções;
    - Tenha cuidados com a higiene corporal;
    - Coma alimentos cozidos. Prefira as frutas de casca grossa;
    - Não entre em contato com animais domésticos;
    - Evite locais fechados e aglomerados;
    - Evite exercícios físicos extenuantes;
    - Descanse quando se sentir cansado;
    - Evite contato direto com pessoas com doença contagiosa ou infecciosa;
    - Não ingira bebida alcoólica;
    - Evite exposição ao sol e caso seja necessário, usar boné ou chapéu e filtro solar com fator de proteção solar (FPS) de no mínimo 20. Evite o horário entre 10 e 15 horas;
    - Evite tomar Aspirina e Novalgina;
    - Procure tomar os medicamentos com leite ou com algum alimento. Isso ajuda a proteger o estômago;
    - Tenha cuidado ao utilizar lâminas de barbear e ao cortar as unhas.
    - Evite retirar as cutículas;
    - Em caso de ressecamento ou descamação da pele utilize hidratante que não contenha álcool (ex.: óleo de amêndoas, leite de aveia).

    No dia da Quimioterapia:
    - Faça alimentação leve antes da quimioterapia;
    - Ao chegar à central de quimioterapia informe qualquer alteração (febre, resfriado, diarreia, ardência ao urinar);
    - Durante a sessão de quimioterapia fique atento ao aparecimento de vermelhidão, inchaço ou dor no local da punção da veia. Se ocorrer, chame a equipe de enfermagem imediatamente;
    - Não venha sozinho para a aplicação de quimioterapia. Alguns medicamentos podem deixá-lo sonolento. Caso não seja possível a permanência do acompanhante durante todo o período, pelo menos alguém deverá buscá-lo.

    Orientações para ajudá-lo(a) a prevenir situações que possam oferecer riscos ao seu tratamento:

    - Evite movimentar o braço puncionado para que o cateter não saia da veia, o que pode ocasionar o extravasamento da medicação;
    - Avise imediatamente à enfermagem em caso de ardência, dor, queimação ou “agulhada”, inchaço (edema) ou vermelhidão (eritema) no local da punção; esses sintomas podem indicar que o medicamento saiu da veia e, nesse caso, outra veia deverá ser puncionada para continuar a aplicação;
    - Chame imediatamente a enfermagem se observar algum tipo de vazamento de medicação da bolsa ou do equipo de soro;
    - Não mexa na bolsa, equipo ou conexões quando o soro terminar; avise à enfermagem e aguarde a troca da bolsa ou retirada do cateter; esses materiais precisam ser descartados em recipientes específicos;
    - Evite tracionar o circuito (equipo, conexões, cateter) caso seja necessário locomover-se;
    - Não segure a medicação com as mãos sem proteção em caso de quimioterapia oral (comprimidos); utilizar uma gaze ou mesmo a tampa do frasco;
    - Dê de duas a três descargas seguidas após a utilização do vaso sanitário; esse procedimento deve ser mantido por um período de 48 horas, tempo necessário para a  eliminação do medicamento pelo organismo.
    É importante que as orientações dadas pela equipe sejam seguidas e, em caso de dúvida, sejam esclarecidas.
    Não falte às consultas nem às sessões de quimioterapia. A interrupção do tratamento pode alterar o curso da doença. Quando não puder comparecer entre em contato com o setor para agendar uma nova data.

    Efeitos colaterais mais comuns e recomendações:
    Como os agentes quimioterápicos circulam por todo o corpo a fim de atacar as células malignas, eles também podem atingir células normais, sobretudo aquelas com maior capacidade de renovação, causando algumas reações desagradáveis, que chamamos “efeitos colaterais”.
    De maneira geral, esses efeitos são passageiros, voltando ao normal após o término do tratamento, uma vez que as células saudáveis voltam a se multiplicar normalmente e a desempenhar suas funções habituais.
    A seguir, citaremos alguns dos efeitos colaterais mais comuns entre os pacientes; você pode, contudo, não apresentar esses sintomas ou apresentar outros, já que cada organismo é único e responde de formas diferentes ao  tratamento, dependendo, também, do tipo e dose do agente quimioterápico prescrito.


    Alterações sexuais
    Nas mulheres:
    As alterações hormonais podem levar a mudanças no ciclo menstrual, podendo haver alteração na quantidade de sangramento, e até suspensão da menstruação (amenorréia).
    Outro sintoma possível é o ressecamento da vagina. Caso haja desconforto, pode-se utilizar gel lubrificante solúvel em água durante as relações sexuais. O médico deve ser avisado caso haja dor, prurido vaginal ou sangramento.
    Durante o período de tratamento, deve-se evitar a gravidez, para evitar efeitos dos medicamentos sobre o feto. É aconselhável conversar com o médico sobre o método anticonceptivo mais adequado para seu caso.

    Nos homens:
    As alterações hormonais trazem menos sintomas físicos que nas mulheres. Devido à possibilidade de esterilidade, os homens podem se submeter a coleta de esperma para o congelamento de sêmen, caso seja jovem e planeje ter filhos. Esse procedimento é realizado antes do início do tratamento quimioterápico e está indicado somente para alguns tipos de quimioterapia.

    Diarréia
    É importante que o médico seja informado caso esse sintoma persista por mais de vinte e quatro horas ou mais de três evacuações por dia.
    Cuidados com alimentação nesse período:
    -  Líquidos devem ser consumidos em grande quantidade como: água, chá, sucos obstipantes (caju, limão, goiaba), isotônicos, água de côco.
    - Evitar alimentos gordurosos como: carnes gordas e frituras.
    - O uso de leite e derivados deve ser controlado: utilizar nesse período leite desnatado e queijo tipo ricota, evitar os amarelos.

    Pele e Unhas
    Os quimioterápicos podem tornar sua pele mais seca, escura e sensível ao sol.
    - Evite exposição solar;
    - Se tiver que se expor ao sol, use filtro solar com fator de proteção maior que 30;
    - Passe um hidratante sem cheiro e sem álcool e evite perfume diretamente na pele;
    - Mantenha suas unhas curtas e limpas, evite retirar cutículas. Corte as unhas com cuidado.

    Aumento de Peso

    Práticas que auxiliam:
    - Procurar diminuir o sal, alimentos gordurosos, doces concentrados da sua dieta e dar preferência a frutas, legumes e verduras e carnes magras (sem gordura e sem pele).
    - Procurar a nutricionista para orientações, ela poderá ajudar a montar um cardápio adequado a essa fase.

    Formigamento nos pés e nas mãos
    Esse efeito é passageiro, mas o médico deve ser notificado.

    Febre (a partir de 37.8°)
    A febre pode ser um sinal de infecção causada pela diminuição das células de defesa(leucócitos).
    Práticas que diminuem os riscos:
    - Evitar aglomerações (lugares muito cheios e pouco ventilados).
    - Evitar contato com pessoas que estejam com doenças infecciosas (resfriado, gripe, herpes, rubéola, etc).
    - Lavar as mãos com sabão antes das refeições, antes e após ir ao banheiro e ao chegar da rua.
    - Evitar alimentos crus e não pasteurizados.
    - Não retirar a cutícula das unhas.
    - Evitar cortes ao fazer a barba e ao depilar axilas e pernas (a depilação com lâmina não é aconselhável).
    - Não espremer cravos, espinhas ou furúnculos; procure o médico.
    - Pode ser utilizado creme ou óleo hidratante na pele para evitar ressecamento.
    - Exceção deve ser feita em área de irradiação de radioterapia (Procurar orientação médica).

    Obstipação / Constipação (prisão-de-ventre)
    A obstipação, ou dificuldade de evacuar as fezes, pode ser conseqüência do próprio tratamento quimioterápico, de outras medicações em uso, ou decorrente de alterações dos hábitos alimentares (com pouca ingestão de fibras), inatividade física, alterações metabólicas, obstrução mecânica.
    Práticas que diminuem esse efeito:
    - Aumentar a ingestão de líquidos (água 1,5 a 2 litros, água de coco, sucos).
    - Aumentar o consumo de preparações laxativas como suco de laranja, vitamina de ameixa, mingau de aveia, suco de mamão, laranja e ameixa, iogurte, melão, melancia, maracujá.
    - Utilizar alimentos fibrosos como os folhosos (couve, brócolis, espinafre, bertalha), os legumes (abóbora, beterraba, abobrinha), as frutas (mamão, laranja, acerola, ameixa) e as leguminosas (feijão, soja, lentilha, grão de bico, milho).
    - Utilizar mel, granola, aveia, gérmen de trigo, farelo de trigo.
    - Fazer massagem abdominal com movimentos circulares.
    - Procurar criar um hábito de ir ao banheiro.
    - Evitar frituras, enlatados, alimentos condimentados, excesso de arroz e massas.
    - Evitar frutas como maçã, goiaba, banana, caju, limonada.
    - Evitar refrigerantes, bebidas alcoólicas.
    - Evitar alimentos que formam gases: repolho, couve-flor, feijão (o grão), etc.
    - Fazer atividades físicas regularmente.

    Náuseas e vômitos

    Podem aparecer nas primeiras horas após a aplicação da quimioterapia, no dia seguinte ou até por alguns dias.
    Atualmente, existem várias medicações (antieméticos) que podem ser administradas no dia da quimioterapia e/ou após a aplicação, em casa, para prevenir ou reduzir o sintoma de náuseas e vômitos. O antiemético utilizado vai depender do tipo de quimioterapia e sua eficiência varia de pessoa a pessoa, podendo uma mesma pessoa ter que experimentar vários tipos, até chegar ao ideal para o controle de seus sintomas.

    Alopécia (queda de cabelos)
    A queda de cabelo pode ocorrer parcial, total ou não acontecer, de acordo  com dose e o tipo de medicamento a ser administrado. Em alguns casos poderá ocorrer queda dos cílios, sobrancelhas e pelos dos órgãos genitais.
    Ela é reversível e os cabelos voltam a crescer após término do tratamento.
    Recomendações:
    - Dar preferência a xampus neutros, suaves, que evitam o ressecamento do cabelo e do couro cabeludo;
    - Secar os cabelos com toalha macia, sem esfregar muito. Evitar o uso de secador, ou, quando o fizer, regular para a temperatura de morna a fria;
    - Pentear os cabelos com escovas de cerdas macias;
    - Evitar exposição do couro cabeludo à luz solar, protegendo-o com filtro solar, chapéu, lenço...
    - Evitar uso de tinturas que contenham amônia.

    Mucosite
    A quimioterapia pode afetar mucosas, na denominada mucosite, que é inflamação das mucosas, sejam elas oral ou gastrointestinal.
    Sintomas: desconforto na mucosa, sensibilidade a alimentos ácidos, ou quentes, ardência, surgimento de edema, hiperemia (vermelhidão), dor, temperados descamação, ulceração e alteração na produção de saliva, podendo haver aumento de salivação (sialorréia) ou “boca seca” (xerostomia).
    Cuidados que podem ser tomados para evitar ou reduzir o desconforto causado por esses sintomas:
    - Comer pequenas porções de alimentos a cada duas horas.
    - Evitar alimentos ácidos, cítricos, crus, muito gordurosos, granulados, muito condimentados, ou com temperos picantes, dando preferência a alimentos temperados com ervas (hortelã, manjericão, coentro, orégano, salsa, cebolinha, etc).
    - Durante a mucosite, dar preferência a alimentos líquidos ou pastosos (batidos no liquidificador), nutritivos, leves e de fácil digestão.
    - Procurar um dentista recomendado pelo seu médico antes de iniciar o tratamento, para fazer uma limpeza e tratar de alguma cárie ou inflamação.
    - Manter a boca e a gengiva sempre limpas – fazer higiene oral após cada refeição, ao levantar-se e antes de dormir, usando sempre escova dental ultramacia. Em alguns casos, seu médico poderá recomendar o uso de hastes flexíveis, em vez de escova, para higiene bucal.
    - O uso de fio dental deve ser suspenso durante esse período, para evitar traumatismos na mucosa oral.
    - Manter os lábios hidratados com manteiga de cacau ou similar.
    - Fazer bochechos com uma das soluções sugeridas abaixo, de acordo com prescrição do médico e/ou enfermeira:
     - Gluconato de Clorexedina 0,12%: produto manipulado. Bochechar de 3 a 4 vezes por dia.
     - Nistatina solução: De 3 a 4 vezes por dia, conforme prescrição, colocar ½ contagotas em cada lado da boca, bochechar e engolir. Ficar sem ingerir nada por 30 minutos.
     - Soluções alcalinas: 1 colher de café de bicarbonato de sódio para cada copo de água, 3 a 4 vezes por dia.
    - Evitar procedimentos invasivos (como tratamento dentário, por exemplo), sem autorização prévia do médico.
    - Evitar álcool, fumo e café.

    Tonturas
    Importante:
    - Procurar não andar sozinho nesse período;
    - Conversar com o médico a respeito desse sintoma.

    Disgeusia (alteração do paladar)

    Práticas que diminuem esse efeito:
    - Fazer bochechos antes das refeições.
    - Chupar balas ácidas e de hortelã (ATENÇÃO: Evitar em caso de mucosite).
    - Alimentar-se normalmente, preferir alimentos gelados.
    - Utilizar alimentos bem temperados com temperos naturais dando ênfase ao aroma e à textura (ex.: hortelã, manjericão, limão, orégano).
    - Utilizar derivados do leite, vitaminas com frutas e sorvetes de sabores variados como morango, acerola, abacaxi, mamão, baunilha, sucos cítricos como laranja, abacaxi, limonada (ATENÇÃO: Os sucos cítricos devem ser evitados em caso de mucosite).
    - Utilizar aves, peixes, ovos e massas com cremes, molhos e caldos bem temperados com salsinha, cebolinha, manjericão, coentro, manjerona, alho, cebola.
    - Fazer higiene da boca e garganta com bochechos de água e sal ou solução de bicarbonato.
    - Evitar alimentos suaves e pouco temperados, excesso de café e chá, e alimentos excessivamente quentes.
    - Ingerir alimentos que auxiliam na recuperação do paladar por serem ricos em zinco e cobre: milho, cevada, feijão, cereais de trigo, ovo, ervilha, pão integral, espinafre, cerejas e pêras em conserva, fígado de boi.
    - Mastigar bem os alimentos.

    Alterações nas células do sangue

    As células da medula óssea, responsáveis pela produção das células sangüíneas, também podem ser afetadas pelos agentes quimioterápicos, causando uma redução na quantidade de glóbulos vermelhos (anemia), glóbulos brancos (leucopenia) e/ou plaquetas (plaquetopenia).
    - Leucopenia: A redução dos glóbulos brancos (leucócitos) no sangue deixam a pessoa mais propensa a infecções. Caso apresente febre durante o tratamento, seu médico deve ser logo avisado, pois pode ser um sinal de infecção, necessitando ser imediatamente tratada.
    - Anemia: A anemia é a redução dos glóbulos vermelhos (hemácias) no sangue, e caracteriza-se por palidez, maior fraqueza e indisposição cansaço, palpitação durante esforços. Em alguns casos, é necessária a transfusão de sangue para resolver esse problema. Também pode-se utilizar um medicamento específico para prevenir anemia, segundo indicação médica.
    - Plaquetopenia: A redução das plaquetas pode levar a pequenos sangramentos espontâneos, além de hemorragias em casos de acidentes. O tratamento para esse sintoma é a transfusão de concentrados de plaquetas, quando sua contagem está muito baixa.

    Algumas precauções para minimizar efeitos indesejáveis:
    -  Evitar alimentar-se uma a duas horas antes da aplicação.
    - Comer devagar, mastigando bem os alimentos, pequenas porções, várias vezes ao dia, de 3 em 3 horas ou de 2 em 2 horas, mesmo antes de sentir fome, evitando ficar muito tempo de estômago vazio.
    - Beber bastante líquido, vagarosamente, durante todo o dia, evitando-o durante as refeições. Dar preferência a sucos e água gelada.
    - Comer alimentos de fácil digestão, evitando comidas gordurosas, muito temperadas ou quentes, ácidas, doces; frituras; café. 
    - Alimentos frios ou gelados como iogurtes, queijos frescos, frutas cruas ou cozidas e gelatinas costumam ser bem tolerados. 
    - Evitar cheiros fortes (fumaça, perfume, frituras...).
    - Evitar cozinhar quando estiver nauseado.
    - Descansar reclinado após refeições, mantendo o ombro e a cabeça numa posição mais elevada.

    IMPORTANTE:
    Se ocorrer febre (temperatura axilar maior que 37,8º C), estado gripal, procure o seu médico ou a equipe da Oncologia.

    OBSERVAÇÕES IMPORTANTES
    Nunca tome medicamentos sem receita médica, quaisquer que sejam eles. O paciente que faz tratamento quimioterápico só deve tomar remédios com orientação médica. Durante o tratamento não tome nenhum tipo de vacina. O objetivo da vacina é ativar o sistema imunológico e o quimioterápico provoca uma baixa temporária desse sistema, portanto, essa fase é incompatível com esquemas de vacinação.

    Os exames
    Seu médico necessita verificar periodicamente seus exames; deles depende a liberação da medicação. Por isso é importante que sejam feitos antes da consulta.

    Utilização de Cateter

    A utilização de cateteres vem sendo cada vez mais frequente nos tratamentos quimioterápicos principalmente devido às dificuldades de acesso venoso do paciente.
    Durante o tratamento as veias podem se tornar sensíveis e fragilizadas, o que aumenta a possibilidade de extravasamento (saída do medicamento para fora da veia). Além disso, a utilização do cateter também é indicada em esquemas quimioterápicos prolongados. A colocação é feita pelo médico sob anestesia local.
    Em nosso Serviço são utilizados de cateteres totalmente implantado ou o cateter periférico, de acordo com a necessidade e indicação médica:
    Cateter totalmente implantado (PORT-A-CATH) feito de borracha siliconizada, possui uma câmara de titânio ou plástico que fica implantada sob a pele, não possuindo orifício externo de saída. Sua colocação é feita em centro cirúrgico. No momento da utilização a punção é feita através da pele sobre a câmara puncionável. A punção é realizada pela enfermeira da Oncologia, é um procedimento estéril. O paciente internado permanecerá com a agulha por até 5 dias, já o paciente ambulatorial será realizada uma punção em cada vez que for receber a quimioterapia. Ao término da quimioterapia a agulha puncionada será retirada e será realizado um curativo, que deverá ser retirado após 24 horas.

    O primeiro curativo após a implantação desse cateter é feito no hospital pelo médico ou pela enfermagem. Após esse primeiro curativo, você mesmo deve trocá-lo em casa diariamente até a retirada dos pontos.

    Passos a serem seguidos para o curativo:
    1. Tome banho normalmente mantendo o curativo no local. Após terminar o banho, lave bem as mãos com Clorexedina 2% ou Povidine degermante 10%. Na falta destes produtos, utilize sabão comum.
    2. Retire o curativo e lave bem o local com o mesmo produto, enxaguando em seguida até retirar todo o sabão.
    3. Seque com gaze estéril e aplique Clorexidina 2% ou Povidine tópico 10% sobre a área. Aguarde alguns minutos para que a região fique seca.
    4. Cubra com gaze estéril fixando-a com micropore. Após a retirada dos pontos não será necessário fazer o curativo. No dia em que for utilizar o cateter é importante que você faça uma boa higiene do local.

    Uma vez por mês você deve procurar o hospital para fazer a heparinização do cateter. A heparinização é uma injeção com solução anticoagulante para garantir que o cateter se mantenha pérveo, mesmo que os seus ciclos de quimioterapia tenha chegado ao final.
     

  • VARICELA / CATAPORA

    O que é?
    É uma doença de alto contágio, benigna e autolimitada, causada por um vírus.

    Como se dá o contágio?
    O vírus passa de uma pessoa doente a outra pelo contato direto da saliva ou secreções respiratórias no momento de uma tosse ou espirro ou através do contato direto com o líquido do interior das bolhas.
    Quem tem catapora pode transmitir a doença de um a dois dias antes do aparecimento das bolhas até que todas as lesões tenham secado e formado crosta (em geral cinco dias).

    Principais sintomas:
    - Febre, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça, cansaço. 
    - Manchas avermelhadas na pele que dão lugar a pequenas bolhas cheias de líquido e evoluem para crostas (feridas) que provocam muita coceira.
    - Os sintomas surgem entre 10 e 21 dias depois do contato com vírus.
    - Em geral as manchas aparecem primeiro no rosto, barriga, peito ou dorso e se espalha depois para outras partes do corpo.

    CUIDADOS
    - Mediante aparecimento dos sintomas, procurar um  médico para tratamento adequado e evitar frequentar local de trabalho e  aglomeração como supermercado, shopping center, faculdades, etc.
    - Vacinação sob orientação;
    - Cortar sempre as unhas e deixá-las limpas;
    - Não coçar as feridas para evitar contaminação por bactérias;
    - Evitar contato direto com uma pessoa contaminada;
    - Usar roupas leves para evitar calor e aliviar as coceiras.